Safrinha de milho: por que junho e agosto pressionam a secagem
A colheita da segunda safra de milho, que ocorre entre junho e agosto (também chamada de safrinha), concentra uma parte considerável da produção brasileira, colocando a estrutura de recebimento e armazenagem sob pressão.
Na temporada 2025/26, segundo o 11º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em agosto de 2026, a próxima colheita deve alcançar cerca de 111 milhões de toneladas, de um total estimado de 143 milhões de toneladas de milho.
Quando o cereal apresenta umidade elevada, a etapa de secagem se torna ainda mais decisiva para dar fluidez ao recebimento e preservar os grãos em estado adequado.
Nesse contexto, uma alternativa que permita ajustar o fornecimento de energia às demandas térmicas do secador pode aumentar a previsibilidade do processo, sendo nesse ponto que o GLP entra para trazer consistência à operação.
O milho brasileiro na safrinha
Conforme o Boletim da Safra de Grãos da Conab, a chamada safrinha deixou de ser uma produção complementar e passou a representar a maior parcela do milho cultivado no país.
Esse volume ajuda a explicar por que os meses de colheita exigem planejamento no recebimento, uma vez que o milho colhido precisa seguir rapidamente para a secagem, principalmente quando as condições de campo não permitem a perda natural de umidade.
O calendário também não é igual em todas as regiões. Mato Grosso, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e outros estados avançam em ritmos diferentes, de acordo com o período de plantio, o clima e o desenvolvimento das lavouras; por isso, a pressão sobre os secadores varia durante a temporada.
Ainda assim, o período entre junho e agosto concentra uma parcela importante da movimentação da segunda safra em várias regiões produtoras.
Por que a umidade do milho pode aumentar a pressão sobre a secagem?
Depois da colheita, o cereal precisa estar adequado para o armazenamento. Quando chega à unidade com umidade acima do nível indicado para a estrutura disponível, é necessário retirar mais água, demandando mais tempo para processar os grãos.
Na safra 2026, esse desafio apareceu de forma concreta no Oeste do Paraná. Segundo a Safras & Mercado, no início da colheita havia milho chegando com umidade entre 28% e 30% e, posteriormente, os níveis observados ficaram entre 22% e 24%.
A diferença tem impacto direto sobre o processo. Em um dos relatos da região, o consumo de biomassa florestal utilizado na secagem passou de aproximadamente 33 kg para até 70 kg por tonelada de milho recebida, mostrando como a condição do grão pode alterar a energia necessária na unidade.
Capacidade de secagem para acompanhar o recebimento na safrinha
A capacidade não depende apenas do espaço disponível para guardar os grãos, pois o recebimento precisa estar conectado à limpeza e à movimentação.
Se o secador não acompanha o que chega à unidade, o recebimento pode perder ritmo, o que provoca filas, necessidade de reorganização e maior tempo de permanência do produto antes da conclusão do processo.
O problema ganha importância durante a colheita da safrinha porque a demanda pode aumentar em um intervalo relativamente curto. Em 2026, a combinação de chuvas fora de época e baixas temperaturas no Centro-Sul dificultou a perda natural de umidade do milho no campo, conforme apontaram boletins da Safras & Mercado e da AgRural.
Assim, o planejamento precisa considerar não apenas a capacidade nominal do equipamento, mas o perfil de umidade esperado, o volume recebido por hora e a fonte de calor utilizada.
A importância do controle de calor
A secagem precisa fornecer calor suficiente para retirar a umidade do grão e o fluxo deve ser regulado de acordo com as características desse produto e do equipamento.
Um sistema de aquecimento ajustável permite adequar as atividades ao consumo de energia do secador. No caso do GLP, o sistema de combustão pode ter controle de pressão, vazão e potência térmica conforme o processo.
Essa possibilidade não elimina a necessidade de dimensionamento, automação e manutenção, já que o resultado depende do conjunto formado pelo secador, queimador, sistema de controle e fluxo de grãos e o benefício está em responder às exigências térmicas com mais precisão, mantendo a operação dentro dos parâmetros definidos.
Como o GLP favorece a previsibilidade
O GLP é utilizado em sistemas de secagem de grãos compatíveis com suas características, onde a queima estável e ajustável permite reduzir a influência das variações climáticas externas sobre a geração de calor.
Para avaliar a adoção do combustível, é necessário analisar a capacidade do secador, a potência térmica exigida, o queimador, a infraestrutura existente, a pressão de operação e os sistemas de segurança.
Também é importante verificar indicadores antes e depois de uma eventual mudança, tais como o consumo de combustível por tonelada de grãos, o tempo de secagem, o consumo específico de energia e os períodos de parada.
Com isso, a empresa consegue verificar se a alteração trouxe ganhos para a rotina, em vez de avaliar a eficiência apenas pelo consumo total de combustível.
Nacional Gás: energia para manter a operação em movimento
Na safrinha, além da preparação do armazenamento para responder a variações no volume do milho, é preciso que o fornecimento de energia acompanhe esse ritmo.
A Nacional Gás atua no fornecimento de GLP para operações que dependem de energia térmica, com uma logística preparada para sustentar o fornecimento contínuo durante a janela crítica da colheita, além de oferecer um atendimento voltado às necessidades de diferentes perfis de negócio.
A empresa conta com 44 bases operacionais e fabris e uma rede de distribuição em todo o território nacional.
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